Louis Marie François Giraud

(1876 - 1951)

6º Il. G.P. R+C da O.K.R.C.

Após ter assumido o Patriarcado da Igreja Gnóstica Universal, Bricaud tornou-se amigo do bispo Louis-Marie-François Giraud (Mgr. François, morto em 1951), um antigo monge trapista que tinha sua filiação episcopal vinda de Joseph René Vilatte (Mar Timotheos, 1854-1929). Vilatte era um parisiense que em sua juventude tinha emigrado para a América. Era um entusiasta religioso mas incapaz de encontrar satisfação nas estruturas da Igreja Católica; assim, na América, ele começou sua busca para encontrar um ambiente mais adaptado à sua personalidade e ambições. Passou de seita em seita, servindo por um tempo como ministro congregacionista, sendo mais tarde ordenado sacerdote na seita cismática dos "Velhos Católicos". Ele obteve a consagração episcopal em 1892 das mãos do bispo Francisco-Xavier Alvarez (Mar Julius I), bispo da Igreja síria Jacobita Ortodoxa e Metropolitana da Igreja Católica Independente do Ceilão, Goa e Índias, que por sua vez tinha recebido a consagração das mãos de Ignatius Pierre III, "Pierre o Humilde", Patriarca Jacobita Ortodoxo de Antióquia. Vilatte consagrou Paolo Miraglia-Gulotti en 1900 ; Gulotti consagrou Jules Houssaye (1844-1912), Houssaye consagrou Louis-Marie-François Giraud em 1911 ; e Giraud consagrou Jean Bricaud em 21 de julho de 1913.

 

Essa consagração foi importante para a Igreja de Bricaud porque forneceu uma sucessão apostólica e episcopal válida e documentada, que tinha sido reconhecida pela Igreja Católica Romana como válida mas ilícita (espiritualmente eficaz mas contrária à política da Igreja e não sancionada pela mesma). A sucessão apostólica foi amplamente percebida como refletindo uma transmissão de autoridade espiritual verdadeira na corrente Cristã, remontando a São Pedro; e ainda mais longe a Melchizedech, o mítico sacerdote-rei de Salem que serviu como sacerdote o Patriarca hebreu Abrahão. Isso forneceu a Bricaud e a seus sucessores a autoridade apostólica de administrar os sacramentos cristãos; o que era importante, porque muitos membros da Ordem Martinista eram da fé católica, mas como membros de uma sociedade secreta, estavam sujeitos à excomunhão se sua afiliação martinista viesse a ser conhecida. O E.G.U. oferecia então uma garantia de salvação aos cristãos católicos que eram martinistas ou desejassem se tornar martinistas.

 

Louis-Marie François Giraud, que tinha sido ordenado sacerdote em 21 de junho de 1907 por Joseph-René Vilatte, estava em relação com Maman Mathieu, uma curadora que vivia em Gazinet no Sudoeste da França. Giraud depois de ter frequentado Ernest Houssay chamado Abade Julio que o havia consagrado bispo em 21 de junho de 1911, aceitou servir como bispo da comunidade.

 

Em 1944, o Regime de Vichy interditou a Igreja galicana de Gazinet. Entretanto, essa Igreja renasceu depois da guerra e em novembro de 1945, François Giraud publicou uma Professão de fé conhecida como Gazinet. Com a morte de François Giraud essa igreja começou a se dividir e a publicação do Galicano foi momentaneamente interrompida.