A Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix
Breve histórico
Desde o século XVIII, o Sudoeste da França foi um local importante no mundo hermético. Foi o local de nascimento de célebres correntes religiosas provenientes do gnosticismo, dos Altos Graus maçônicos e de numerosas escolas Rosa-Cruz e kabbalística.
Essa região permaneceu como um local de origem inquestionável das sociedades iniciáticas ocidentais. Além disso, ela conservou um lugar idêntico no imaginário coletivo, ultrapassando largamente a própria França. Que as pessoas lembram por exemplo do enigma de Rennes, o Château, e do Priorado de Sião que se desenvolveu na região de Razès. Os assuntos herméticos e ocultistas sempre foram freqüentes nessa região.
Então,
da mesma forma, é lá que se manifestou uma importante corrente iniciática: A
Rosa-Cruz.
O visconde Louis-Charles-Edouard de Lapasse, médico e esotérico, fora o animador em Toulouse em torno de 1850.
A Tradição Rosa-Cruz presente nessa região permitiu o reencontro da tradição mística e simbólica alemã e as correntes herméticas mediterrâneas. Em razão dessa contribuição do hermetismo, ela manifestou mais notadamente a alquimia, a astrologia e uma certa forma de teurgia.
A Rosa-Cruz era, de fato, independente da Franco-Maçonaria; mas seus membros, na maior parte, estavam ativos nos seus diferentes graus. Eles criaram grupos com tendência hermética, kabbalística e egípcia.
Em 1884 o Marquês Stanislas de Guaita entrou em contato com o irmão Péladan, que tinha se ligado a essa Tradição Rosa-Cruz da qual falamos. Firmin Boissin era o atual Grão-Mestre. É por ele que Stanislas recebeu a transmissão da corrente hermética da Rosa-Cruz, uma grande parte do seu ensinamento e uma missão. Ele teve por encargo reunir numa Ordem, a autêntica iniciação Rosa-Cruz, composta por uma formação teórica de qualidade, centrada sobre as ciências tradicionais e os autores clássicos, assim como por um processo ritualístico preciso, sério e rigoroso. O único aspecto que devia permanecer visível era o ensinamento e os estudos, até então um pouco negligenciado nos grupos ocultistas.
Respeitando seus compromissos, é em 1888 que Stanislas de Guaita, naquela época com a idade de 27 anos, funda a "Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix", (O.K.R.C).
Essa data não foi escolhida aleatoriamente. A Fraternidade da Rosa-Cruz de Ouro alemã, desde a origem segue um ciclo de 111 anos e seu sistema de graus foi reorganizado em 1777. Seguindo as diretrizes recebidas, Stanislas de Guaita então exteriorizou a Ordem 111 anos depois.
Dentre os membros mais conhecidos da Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix, podemos citar :
Paradoxalmente, sabe-se muito poucas coisas sobre a Ordem interna. Dado que seus rituais permaneceram em grande parte desconhecidos, por vezes certos historiadores até mesmo duvidaram da natureza de sua estrutura iniciática. Mas como poderia ser assim, se a conheceram as personalidade que presidiram o seu despertar naquela época?
A Ordem Kabbalística da Rosa-Cruz foi a contínua inspiradora de correntes espiritualistas ocidentais.
A Ordem manifestou um paradoxo que nos coloca na mais pura tradição do Ocidente : uma visibilidade essencialmente cultural e espiritual da Ordem, um segredo sobre os ritos e um aprendizado clássico de grande qualidade.
É
nesse espírito que foi concebida a Ordem e que continua a se perpetuar tanto no
plano exterior quanto interior, ou oculto no seio do Colégio Invisível dos seis
irmãos da Ordem e do Patriarca, dirigindo esse grupo.
No plano da Ordem Interior, a sucessão ininterrupta foi sempre transmitida com a mesma atenção da exigência da Ordem Rosa-Cruz de origem, e na região que sempre foi o cadinho do hermetismo Rosa-Cruz : o Sudoeste da França.
Respeitando o ciclo tradicional de reativação da Ordem, é em 1999 que a Ordem interior pôde retomar seus trabalho ocultos. Em 2006, ao término de um período de ativação de 7 anos, a Ordre Kabbalistique de la Rose-Croix, novamente vivificada pela contribuição hermética, Rosa-Cruz e martinista pôde retomar suas atividades, transmitir novamente as iniciações e abrir seus Capítulos segundo os princípios internos da Augusta Fraternidade.
Presente hoje como outrora, sua herança conservou o vigor e a riqueza que lhe tem sempre permitido se adaptar à sua época, irradiando a chama da sua iniciação.












